Se perguntarmos a um estudante universitário o que sabe do contributo da Igreja Católica para a sociedade, a sua resposta talvez se resuma a uma palavra: opressão, por exemplo, ou obscurantismo. No entanto, essa palavra deveria ser civilização.
O autor destas páginas, Thomas Woods, doutorado pela Universidade de Columbia, mostra como toda a Civilização Ocidental nasceu e se desenvolveu apoiada nos valores e ensinamentos da Igreja Católica. Em concreto explica, entre muitas outras coisas:
Por que o milagre da ciência moderna e de uma filosofia que levou a razão à sua plenitude só puderam nascer sobre o solo da mentalidade católica;
Como a Igreja criou uma instituição que mudou o mundo: a Universidade;
Como ela nos deu uma arquitetura e umas artes plásticas de beleza incomparável;
Como os filósofos escolásticos desenvolveram os conceitos básicos da economia moderna, que trouxe para o Ocidente uma riqueza sem precedentes;
Como o nosso Direito, garantia da liberdade e da justiça, nasceu em ampla medida do Direito canônico;
Como a Igreja criou praticamente todas as instituições de assistência que conhecemos, dos hospitais à previdência;
Como humanizou a vida, ao insistir durante séculos nos direitos universais do ser humano tanto dos cristão como dos pagãos e na sacralidade de cada pessoa.
Num momento em que se propaga uma imagem da Igreja como inimiga dos progressos da ciência e da técnica, e da liberdade do pensamento, este é um livro que desfaz preconceitos, corrige clichês e ensina inúmeras verdades teimosamente omitidas no ensino colegial e universitário.
Arquivo edição 6
Lembranças da minha vida
Mais um excelente livro do Papa Bento XVI, escrito na década de 90, quando era o cardeal Ratzinger.
Na obra, em que se nota uma grande humildade e bondade, Ratzinger conta alguns episódios da sua vida. A relevância destes episódios nem precisam ser explicadas, bastando apenas serem citadas: Segunda Guerra Mundial e Concílio Vaticano II.
Um trecho curioso, quando comenta como encarou os rumores sobre sua possível nomeação como bispo: “Eu não podia levar isso muito a sério, porque todo mundo sabia dos limites da minha saúde e que as tarefas de direção e administração me eram estranhas; eu me sabia chamado para uma vida de letrado” (p.133).
Ou quando discorre sobre sua função de prefeito para Congregação para a doutrina da fé (as memórias se encerram com a nomeação para bispo de Munique): “Enquanto isso, levei minha carga para Roma e ando com ela há muito tempo pelas ruas da Cidade Eterna. Quando serei solto, não sei; o que sei é que também para mim vale: “Teu jumento me tornei, e assim, exatamente assim, é que estou contigo” (p. 140)
Título: Lembranças da minha vida
Autor: Joseph Ratzinger/Papa Bento XVI
Preço: entre R$ 17 e 21
Ano: 2006
Páginas: 150
Arquivo edição 5
Os movimentos na Igreja
A presente edição reúne três textos da autoria do atual Papa: dois da época em que ainda era cardeal e um escrito já depois de ter sido eleito Sumo Pontífice da Igreja Católica.
Une-os um propósito comum: abordar de forma profunda e atual o tema dos movimentos que, como irrupções do Espírito Santo na vida da Igreja, foram tornando «sempre viva e nova» a estrutura eclesial ao longo da sua história.
Mas, como essa renovação «nunca fica totalmente imune ao sofrimento e às fricções», importa identificar corretamente a situação teológica desses novos movimentos e comunidades na continuidade da organização eclesial. Eis o que se propõe fazer Ratzinger nos textos reunidos neste volume. Tendo em conta o intenso caminho espiritual que os movimentos da Igreja têm percorrido nos últimos tempos, ávidos de uma sã espiritualidade, estes textos constituem uma preciosa ajuda para que a Igreja possa proceder a um discernimento e a um acolhimento correto dessas novas manifestações da fé nos dias de hoje.
Preço: 43,60
Livro em português de Portugal 1ª Edição - 2007
Arquivo Edição 4
Paulo de Tarso
Neste perfil biográfico de São Paulo, o melhor que já se escreveu, o Apóstolo das Gentes surge-nos em toda a dimensão da sua alma apaixonada. O longo caminho interior que vai desde a conversão na rota de Damasco até a incansável atividade apostólica entre sírios e judeus, gregos e asiáticos, atenienses, coríntios e romanos; a sua fé pessoal no Senhor ressuscitado; os geniais desdobramentos doutrinais que, sob a ação do Espírito Santo, deixou consignados nas suas Epístolas; as tensões de alma de quem teve de emprestar ao cristianismo nascente as dimensões universais queridas por Deus; os lances aventurosos de sua vida, unidos ao cotidiano de um homem que soube cativar a fundo todos os que se aproximavam dele: tudo isto é narrado com viveza e calor neste estudo clássico.
E, além do mundo interior do Apóstolo, desfila diante dos nossos olhos todo o variado e multicolorido mundo do paganismo antigo. Poucas obras há que abram horizontes mais largos.
Elaborada por Frei Vanderlei de Lima, autor de O Opus Dei: um estudo envolvente a partir de suas críticas, é, segundo o autor, uma publicação mensal, com 25 páginas, desejosa de acompanhar os problemas debatidos nos nossos dias à luz da fé católica, na fidelidade ao Magistério da Igreja, buscando preparar cada leitor(a) para que esteja sempre pronto a dar as razões de sua fé a quem lhe pedir (cf. 1Pd 3,15).
Pela pequena colaboração que prestei à revista, a qual me valeu o título de membro do Conselho Editorial, graças à bondade de Frei Vanderlei de Lima, recomendo vivamente a assinatura da revista.
Refletindo é uma publicação eletrônica mensal que visa a debater questões atuais à luz da fé católica servindo-se do ideal expresso na primeira Carta de Pedro: O fiel deve estar sempre pronto a dar as razões de sua fé a quem lhe pedir (cf.1 Pd 3,15).
Conselho Editorial: Eduardo Gama, Leonardo Novaes do Nascimento, Marcello de Azevedo Penna Chaves e Carmén Thereza Savoia Barreto Penna Chaves.
NOTA: Refletindo não retoca os artigos assinados transcritos de outras fontes, ainda que esses possam apresentar leves falhas. Nossa revista só interferirá, com notas em colchetes ou em rodapé, se o texto reproduzido trouxer algum lapso doutrinário, cronológico etc.
DEUS UM DELÍRIO
O Assunto: O zoólogo americano Richard Dawkins publicou, em 2006, o livro Deus: um delírio que pretende oferecer bases científicas para o ateísmo, ridicularizando a fé de milhões de pessoas.
O artigo a seguir reúne depoimentos mostrando que Deus não é ontologicamente mera invenção humana, assim como o Norte não é simples projeção da bússola. Se esta aponta para ele, é porque existe. Ora, se o ser humano anseia por Deus é porque Ele existe objetivamente fora do homem que O busca de modo confiante e sincero.
***
Deus Existe?
Antônio Carlos Santini
Parece que sim, apesar dos esforços de Richard Dawkins e seus comparsas para aposentar o Criador. Ainda mais agora, quando o professor de todos eles, o filósofo Anthony Flew acaba de publicar There is a God [Existe um Deus], escrito a quatro mãos com o pensador católico Roy Abraham Varghese. Editado nos EUA pela casa Harper Collins, o livro tem como subtítulo uma saborosa provocação: Como o mais famoso ateu do mundo mudou de pensamento.
Alguém dado a mordacidades diria que o fato comprova a teoria da evolução: Flew teria evoluído de uma forma atrasada de ateísmo para outra forma mais evoluída de cristão. Sem ofensas, claro! Aos 84 anos de idade, após longa e celebrada carreira em Oxford, Flew abre mão de seu ferrenho ateísmo intelectual e confessa ter capitulado diante da evidência de uma Divindade. Desde 2004, o filósofo passava a limpo suas anotações, que contradizem de modo chocante sua monumental God and phylosophy, de 1966, tantas vezes reeditada.
Entrevistado pela revista To The Source, Flew aponta dois fatores decisivos para sua reviravolta intelectual: Primeiro, minha crescente empatia pela visão de Einstein e outros conhecidos cientistas, segundo os quais deve ter havido uma Inteligência por trás da complexidade integrada do universo físico. Em segundo plano, minha visão pessoal que veio a integrar essa mesma complexidade. Creio que a origem da vida e a reprodução não podem ser explicadas simplesmente do ponto de vista biológico, não obstante as numerosas tentativas realizadas nesse sentido.
Antes que falem em demência senil, Anthony Flew explica: Não ouvi nenhuma voz. Foi a própria evidência que me conduziu a esta conclusão. Sua nova posição pode ser rotulada de deísta, ao crer que Deus é uma pessoa, mas não um sujeito com quem se pode travar uma discussão. É o ser eterno, o Criador do universo. Aceito o Deus de Aristóteles.
Para Lorenzo Fazzini, do jornal Avvenire, é necessário levar em conta o aspecto do livro de Flew, escrito como um testamento filosófico: o Autor declara que não crê em nenhum tipo de revelação, mas está disposto a estudar alguma prova. E é exatamente à fé cristã que o ex-ateu empresta a maior credibilidade: Estou continuando a estudar o cristianismo. E mais: Flew classifica como esforço cômico o modo como Dawkins procurou explicar a origem da vida, ao falar de afortunada oportunidade: Se esse é o melhor argumento que se possa ter sobre o tema, a questão está encerrada.
O ex-ateu afirma que os mesmos temas focalizados por Dawkins é que o levaram a aceitar a existência de um Deus: as leis da natureza, a vida com sua organização teleológica e a existência do Universo.
(Transcrito do Jornal O Lutador, 1° a 10 de janeiro de 2008, p. 09)
Chama-nos a atenção a expressão: Antes que falem em demência senil, utilizada por Santini, pois, na falta de argumentos contra Anthony Flew, é isso mesmo que vão dizer alguns homens de pouca ciência, conforme se pode ver no exemplo a seguir:
O Cientista e o Estudante.
Um senhor de 70 anos viajava de trem, tendo ao seu lado um jovem universitário que lia o seu livro de ciências. O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta.
Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia, e estava aberta no livro de Marcos. Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:
- O senhor ainda acredita nesse livro cheio de fábulas e crendices?
- Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus. Estou errado?
- Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a História Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião.
Somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus tenha criado o mundo em seis dias.
O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.
- É mesmo? É o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia?
- Bem, respondeu o universitário, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que eu lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência.
O velho então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó e deu o seu cartão ao universitário.
Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo, sentindo-se pior que uma ameba.
No cartão estava escrito:
Professor Doutor Louis Pasteur Diretor do Instituto de Pesquisas Científicas da Universidade Nacional da França.
Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima (Pasteur).
(Revista Pergunte e Responderemos n. 546, dezembro de 2007, pp. 537-538).
EM COMPLEMENTO:
1 Pesquisa revela que apenas 15% da comunidade acadêmica não tem fé (Revista Istoé, n. 1461 de 1° de outubro de 1997, capa).
2 Religião, a escolha de 300 milhões na China
Segundo pesquisa, número de chineses que afirmam professar uma fé é 3 vezes maior que o estimado pelo governo
Gilberto Scofield Jr.
Correspondente
Apesar dos anos de ateísmo comunista e da firme convicção de que, seguindo o pensamento de Karl Marx, a religião é o ópio do povo, o governo da China descobriu surpreso que a quantidade de chineses que se dizem religiosos é três vezes maior do que as estimativas oficiais. Segundo pesquisa da East China Normal University, de Xangai, nada menos que 300 milhões de chineses com mais de 16 anos possuem hoje uma religião, em contraste com os 100 milhões que o governo de Pequim sempre mencionou como o número de religiosos no país.
O mais interessante é o crescimento do cristianismo, apesar de a China não ter relações com o Vaticano e da forte perseguição aos católicos e protestantes que não seguem as orientações do Partido Comunista.
Pequim sustentava até agora que o número de cristãos era de 16 milhões. Mas a pesquisa mostra que 12% dos chineses são cristãos, ou seja, 40 milhões de pessoas. O estudo conduzido pelos professores Tong Shijun e Liu Zhongyu, é o primeiro levantamento sério sobre religião no país e foi realizado a pedido do próprio governo da China.
(Jornal O Globo, 11/02/07, p. 12).
Tais notícias, citadas apenas a título de ilustração, bem mostram que Deus não é um delírio. Se a agulha magnética, na bússola do navio, aponta para o Norte é porque, em algum lugar, há um Norte objetivo que a atrai. Se a pessoa humana tem sede do Divino e o busca, apesar das opressões que lhe são impostas, como no caso acima mencionado da China Comunista, ela não está delirando. Existe um Deus que objetivamente a atrai e tal atração tem que ser saciada.
Ver: Estevão Tavares Bettencourt. Por que não sou Ateu? Rio de janeiro: Mater Ecclesiae, s/d. www.materecclesiae.com.br.
Trecho do prefácio, no qual o Padre Brian Kolodiejchuck, autor do livro, aponta como a obra foi feita:
Este livro mergulha nas profundezas da vida interior de Madre Teresa, vista sob a perspectiva daquela “declaração de missão”. Mais do que um estudo teológico, esta obra é uma apresentação de aspectos até agora ignorados da sua vida interior, através dos quais passamos a ter uma percepção mais completa da fé resoluta e do amor intenso que a Madre tinha por Deus e pelo próximo.
Três aspectos da vida interior de Madre Teresa revelados no contexto do processo de sua canonização são: o voto privado que fez quando ainda era freira em Loreto, as experiências místicas que rodearam a inspiração para a fundação das Missionárias da Caridade e o seu íntimo compartilhamento na Cruz de Cristo durante os longos anos de escuridão interior. Esses três elementos estão relacionados entre si: o voto privado estabeleceu as bases do chamado para servir aos mais pobres dos pobres; o novo chamado convidou-a a abraçar a realidade espiritual daqueles a quem servia; foi, também, o voto que sustentou a sua heróica vivência da dolorosa escuridão.
O livro está dividido em três partes. Os capítulos 1 e 2 abrangem a vida interior de Madre Teresa antes do “chamado dentro do chamado”. O amor a Deus e ao próximo tinha sido plantado no seu coração desde a primeira infância. Sua generosa resposta a esse amor, ainda
em Skopje, quando jovem, e em particular em Loreto, já como freira — uma freira dedicada e sacrificada — atingiu seu auge no voto privado que fez em 1942, voto esse que viria a ser, não apenas a força motriz de todos os seus atos, mas também uma preparação providencial para o que o futuro lhe reservara.
Os capítulos 3 a 7 tratam da inspiração que recebeu em 10 de setembro de 1946 para fundar as Missionárias da Caridade, o drama da espera para dar início à nova missão e, por fim, sua saída da ordem de Loreto e o começo da obra nas favelas. Quer na resposta ao “chamado dentro do chamado”, quer no lento processo de discernimento que se seguiu, Madre Teresa enfrentou corajosamente os muitos sofrimentos pelos quais teve de passar, mantendo-se fiel à sua nova missão.
Quando tudo parecia estar no lugar, começava então a mais difícil de todas as provações pela qual teve de passar. Desde o momento em que recebeu o chamado, Madre Teresa estava convencida de que sua missão consistia em levar a luz da fé àqueles que viviam na escuridão. Mal sabia ela que a “escuridão” viria a ser a maior provação de sua própria vida e uma parte fundamental de sua missão. A profundidade dessa experiência mística e o preço que teve de pagar por viver esse novo chamado e missão são os temas dos capítulos 8 a 13.
Título: Madre Teresa – Venha, seja minha luz
Autor: Padre Brian Kolodiejchuk, M.C. Postulador da Causa de Canonização da Bem-Aventurada Teresa de Calcutá.
Diretor do Mother Teresa Center.
400 páginas
R$ 49,90
Arquivo
Testemunhas da Esperança
Fim da Guerra do Vietnã, 1976. O novo governo, marxista, prende as pessoas consideradas perigosas para o povo. Entre elas, o arcebispo católico François Van Thuan. Ele passa treze anos no cárcere, nove incomunicáveis; depois vai para um "campo de reeducação"... Só lhe restam duas possibilidades: amar a Deus, no segredo de sua cela, e amar cada próximo que encontra.
Virada de Milênio, Ano Jubilar de 2000. João Paulo II convida Van Thuan a pregar um retiro à Cúria romana.
Com profundidade, simplicidade e humor, o bispo vindo do Oriente dá o testemunho de um homem de esperança, de como o amor pode ser vivido em situações de conflito.
Hoje, Testemunhas da Esperança recolhe as meditações de Van Thuan, falecido em 2002 e cuja causa de beatificação está em andamento. O livro apresenta uma espiritualidade muitíssimo atual, pilar para que a Igreja - e, com ela, a humanidade inteira - seja uma "casa e escola de comunhão".
João Paulo II "Ele nos narrou freqüentemente fatos e episódios de seu sofrido cativeiro, confortando-nos assim na consolante certeza de que, quando tudo desmorona ao nosso redor ou dentro de nós, Cristo permanece firmemente ao nosso lado para nos sustentar. Somos gratos ao arcebispo Van Thuan - na prisão era apenas o senhor Van Thuan - pelo seu testemunho."
(fonte: texto da própria editora)
Informações: Autor: François X. N. Van Thuan
Pág: 232
Preço: R$ 29,00
O Opus dei: um estudo envolvente a partir de suas críticas
O texto abaixo é a resenha que o Sr. Antonio Carlos Santini, graduado em Letras Neolatinas e conceituado resenhista do Jornal O Lutador e da revista teológica Atualização, publicações confeccionadas em Belo Horizonte, MG, com difusão nacional, fez do livro Opus Dei: um envolvente estudo a partir das críticas, no jornal O Lutador, edição n. 3630, de 11-20/08/08, p. 09.
Opus Dei: direito de defesa
Desde sua fundação na Espanha, em 1928, a obra de São Josemaría Escrivá é alvo de ataques sistemáticos. Entre as acusações apresentadas por seus adversários, o rótulo de seita, a opção pelos ricos, autoflagelação, repressão sexual, manipulação mental e adoção de estratégias de poder.
Recentemente, com a publicação do livro O Código Da Vinci, recrudesceram as acusações, amplificadas pelas revistas semanais de grande circulação, com todos os aspectos de uma perseguição orquestrada.
Nada mais natural diz o bom senso que ouvir o outro lado. Esta oportunidade é dada ao leitor pelo livro de Frei VANDERLEI DE LIMA, recentemente publicado (Opus Dei, um envolvente estudo a partir das críticas, Ed. COMDEUS, São José dos Campos, SP, www.comdeus.org.br, 2008, 169 p.).
O Autor é graduado em Filosofia pela PUC-Campinas, com extensão universitária em Bioética e Tecnociências, Direito e Punição e Parapsicologia. É também pós-graduado em Psicopedagogia. Na introdução do livro, ele adverte: O presente estudo não é comentário oficial ou encomendado pelo Opus Dei que, aliás, por recomendação do Santo Fundador, procura enfrentar as críticas apenas mostrando o lado positivo da Obra.
LIMA deu-se ao trabalho de resumir os vários tipos de erros imputados ao Opus Dei para, a seguir, apontar com detalhes os vícios contidos nas acusações. Deixa claro, igualmente, que as autoridades da Igreja têm-se dado o trabalho de verificar a veracidade, ou não, das críticas contra o movimento.
A respeito da campanha contra o Opus Dei, o texto cita as palavras do estudioso Marcelo Alexandre Fernandes da Silva sobre um dos grupos que reúnem seus dissidentes e adversários: Constato no grupo Opus Livre o aparecimento no Brasil de uma nova forma de ataque à religião, em particular uma nova forma de ataque à Igreja Católica. Este ataque parece visa especialmente os novos carismas da Igreja Católica, como o Opus Dei, o Caminho Neocatecumenal (sendo membro do Caminho Neocatecumenal recebi ataques semelhantes ao debater sobre as acusações ao Opus Dei), Renovação Carismática, Comunhão e Libertação, etc. o maior risco é o critério quantitativo que guia as atividades do Movimento Anti-Seitas, que se arroga o direito de definir o nível máximo tolerável de dedicação à fé.
Estilo direto, argumentação lógica, linguagem clara, o livro certamente contribuirá para pôr um pouco de ordem no caos que se instalou sobre o tema.