o Santa Sé esclarece posição sobre a despenalização da homossexualidade
http://www.radiovaticana.org/por/Articolo.asp?c=253459
(19/12/2008) Sessenta e seis países , lançaram ontem um apelo na ONU para a despenalização universal da homossexualidade . Uma declaração com tal pedido foi lida na Assembleia geral pelo embaixador argentino em nome dos países que a apoiam, incluindo os 27 da EU que se fizeram promotores através do Ministro francês para os Direitos Humanos..
Fazem parte da Assembleia Geral 192 nações: cerca de 60, chefiadas pelo Egipto apresentaram uma contra declaração. A Santa Sé esclareceu a própria posição com uma intervenção do Arcebispo Celestino Migliore, observador permanente da Santa Sé.
O primeiro ponto enfrentado consistiu em sublinhar como a Santa Sé aprecia os esforços feitos na Declaração apresentada ontem, para condenar todas as formas de violência em relação ás pessoas homossexuais, bem como para levar os estados a tomar as medidas necessárias para acabar com todas as penas criminais contra elas.
Ao mesmo tempo – explicou – a Santa Sé observa que as formulações de tal documento vão muito além do objectivo indicado. As categorias “orientação sexual e identidade de género , usadas no texto – acrescentou o representante da Santa Sé - não encontram reconhecimento ou clara e partilhada definição na legislação internacional. Se devem ser tomadas em consideração na proclamação e na tradução na pratica de direitos fundamentais, seriam causa de uma séria incerteza jurídica e acabariam por minar a capacidade dos Estados de participarem e actuarem novas ou já existentes convenções e standard sobre os direitos humanos.
O testo portanto, embora condenando justamente todas as formas de violência contra as pessoas homossexuais e afirmando o dever de as proteger, pelo contrário dá origem a incerteza das leis e põe em questão as normas existentes sobre os direitos humanos.
A Santa Sé – concluiu o arcebispo Celestino Migliore – continua a defender que deve ser evitado cada sinal de injusta descriminação em relação ás pessoas homossexuais, levando os estados a pôr termo ás penas criminais contra elas.
Papa pede a cristãos que «montem o presépio em casa»
É um sinal «não só de fé, mas também da cultura e arte cristãs», afirma
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI sublinhou a importância do presépio como símbolo do Natal nos lares, durante as saudações nas diversas línguas aos peregrinos reunidos na Sala Paulo VI para a audiência geral.
Após uma linda catequese, na qual explicou o sentido profundo do Natal, o Papa se dirigiu aos peregrinos de língua italiana e lhes explicou a importância deste tradicional símbolo natalino nos lares cristãos.
«Imagino que em vossas casas estarão terminando de preparar o presépio, que constitui uma sugestiva representação do mistério do Natal de Cristo», disse o Papa aos presentes.
Trata-se de «um elemento muito importante, não só da nossa fé, mas também da arte e da cultura cristãs», assegurou.
O bispo de Roma expressou seu desejo de que a tradição do presépio «continue fazendo parte desta grande solenidade: no fundo, é uma simples e eloqüente forma de recordar Jesus, que, fazendo-se homem, veio habitar no meio de nós».
«Com o presépio, Ele realmente está no meio de nós», acrescentou.
Lula: contra ou a favor do aborto?
O presidente Lula ora diz uma coisa sobre o tema, ora outra. Contudo, é preocupante a sua defesa do aborto como “questão de saúde pública”. Leia as notícias e confira a “dupla opinião” do presidente sobre o tema:
Lula defende discussão sobre legalização do aborto e critica hipocrisia
15/12/2008, Folha - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira a discussão de questões polêmicas em busca da solução de problemas e do fim do preconceito. Lula disse que o debate em torno da legalização do aborto é uma "questão de saúde pública". O presidente criticou a hipocrisia que não diferencia as situações que envolvem as mulheres ricas e as pobres.
"Não se trata de ser contra ou a favor [ao aborto]. Mas de se discutir com muita franqueza porque é uma questão de saúde pública. Se perguntarem quantas madames vão fazer aborto até em outro país? E as pobres que morrem na periferia? Não se trata de ser contra ou não. É preciso que se faça o debate", disse o presidente.
Com uma gérbera vermelha --que foi colocada na lapela direita-- que recebeu de uma das agraciadas com o prêmio de Direitos Humanos, Lula ressaltou que houve vários avanços na sociedade, mas é que preciso haver outros.
"Temos de quebrar barreiras, fazer novas leis, mudar a cabeça das pessoas sobre uns 100 mil assuntos que parecem um absurdo. Um dia desses fui criticado porque disse que deveria ser criado o Dia da Hipocrisia", disse o presidente, na abertura da conferência.
Lula defende a união civil entre homossexuais
18/09/2008 – Folha
(...)
Segundo o presidente, todo brasileiro tem o direito de viver da forma que quiser, contanto que respeite a Constituição.
Lula disse ainda ser contra o aborto. Mas afirmou que as escolas públicas deveriam orientar os adolescentes, deixando de tratar o sexo como um tabu.
"Sou contra o aborto. Minha mulher é contra o aborto, até porque eu acho que nunca mulher que faz aborto faz porque quer ou por prazer. Ela faz porque é constrangida."
A Mídia ataca a Igreja porque é a única que defende dignidade do ser humano
.- A jornalista Lucetta Scaraffia explicou que a má imagem que com freqüência os meios projetam da Igreja Católica deve-se a que esta é a "única instituição importante que se opõe razoavelmente a práticas e procedimentos contrários à dignidade de todo ser humano".
Em um artigo titulado "Quando a corrida pelas vítimas obscurece a realidade", publicado em L'Osservatore Romano (LOR), Scaraffia assinala que a Igreja Católica "é a única que indica sem descanso quem são as verdadeiras vítimas" em situações que vão contra os direitos humanos das pessoas.
Para a jornalista as verdadeiras vítimas "não são os homossexuais quando são discriminados, mas sim os filhos que querem ou queriam ter, não são as mulheres que abortam ou são obrigadas a abortar (somente), mas também e sobretudo os fetos privados da possibilidade de nascer; não são tanto os doentes, mas sim os embriões a quem se lhes impede o desenvolvimento vital".
Depois de comentar como os meios manipulam a informação como forma de fazer a Igreja ficar mal, a jornalista sublinha que "a explicação das verdadeiras motivações que obrigaram à Igreja a não aderir" propostas como a convenção de descapacitados ou a "descriminalização" da homossexualidade, "que contêm muitos elementos positivos, mas também outros inaceitáveis para a moral católica, como a possibilidade do aborto para os descapacitados e a aceitação do matrimônio para as pessoas homossexuais, com a conseguinte abertura da adoção e a procriação artificial ao final não foi quase considerada, inclusive quando esta explicação foi dada a conhecer fielmente".
Lucetta Scaraffia comenta logo que "como tem escrito o filósofo francês Marcel Gauchet, logo depois da queda das ideologias, a fé no futuro foi substituída pela indignação e a culpabilidade, quer dizer, 'pela tirania onipotente dos bons sentimentos'; para o qual não importa tanto a busca da justiça e a verdade, mas sobretudo a capacidade de conseguir apresentar-se como vítima" para o qual os exemplos sobram, explica.
"Em março de 2007", por exemplo, "em uma reunião da comissão do organismo de Nações Unidas que se encarrega da situação das mulheres no mundo, nenhum país europeu assim como também nenhum asiático diretamente chamados à causa 'quis apoiar o pedido da delegação dos Estados Unidos para que fosse colocada no documento final uma clara condenação do infanticídio e do aborto que procura a seleção do sexo do nascituro'".
Isto, conclui Scaraffia, refletia o temor de todos de "terminar discutindo os chamados direitos reprodutivos da mulher (que inclui o 'direito' ao aborto), com uma opção entre as vítimas, pelo menos discutível. Um exemplo, entre muitos, da realidade escondida por trás da qual se quer apresentar uma 'raça' dos mais piedosos e dos melhores".
Papa constata aproximação dos ortodoxos sobre primado
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 15 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- «Deram-se significativos passos adiante» no diálogo com os ortodoxos sobre a relação entre o primado do Papa e a sinodalidade na Igreja, constatou Bento XVI na sexta-feira passada, ao receber em audiência os participantes da plenária do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, que durante a semana passada refletiram sobre «recepção e futuro do diálogo ecumênico».
Em seu discurso, o Papa comentou os progressos realizados tanto no diálogo teológico como no crescimento da fraternidade eclesial e no «espírito de amizade» com as Igrejas Ortodoxas e com as antigas Igrejas Ortodoxas do Oriente.
Neste sentido, afirmou que o último documento da Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas sobre o tema «Comunhão eclesial, conciliariedade, e autoridade» «abre certamente uma perspectiva positiva de reflexão sobre a relação que existe entre primado e sinodalidade na Igreja, tema de crucial importância nas relações com os irmãos ortodoxos e que será objeto de aprofundamento e de discussão nas próximas reuniões».
O documento, aprovado em outubro de 2007, trata da questão do protòs-kephalé – do «primeiro e cabeça» da Igreja – no âmbito local (o bispo), regional (o patriarca) e universal (o bispo de Roma), aplicando o cânon 34 dos Apóstolos – texto fundamental para a eclesiologia oriental – aos três níveis de forma análoga.
Neste sentido, constitui um acordo entre católicos e ortodoxos sobre uma plataforma teológica e eclesiológica comum sobre a qual se funda a discussão sobre o primado do Bispo de Roma.
O próprio patriarca ecumênico Bartolomeu I, por ocasião da celebração das primeiras vésperas por Bento XVI na Capela Sistina durante o recente Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus, havia tocado estas questões, sublinhando que «junto ao primado, a sinodalidade constitui a estrutura fundamental do governo e da organização da Igreja».
Esta se manifesta, explica, «nos múltiplos contatos estabelecidos entre responsáveis da Cúria Romana e Bispado da Igreja Católica com responsáveis das diferentes Igrejas Ortodoxas, como também nas visitas de altas personalidades ortodoxas a Roma e a Igrejas particulares católicas».
«É lícito incentivar exames pré-natais que podem induzir ao aborto?»
Responde o professor Carlo Bellieni, especialista em terapia neonatal
ROMA, quarta-feira, 10 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Tormam-se cada vez mais presentes, como em outros campos de pesquisa, métodos médico-científicos para diagnosticar nos primeiros meses de vida intra-uterina as crianças que terão síndrome de Down.
Pelo menos 25% das mães decide abortar. Vista a finalidade, que parece simplesmente informativa para os progenitores, ou no máximo preparatória no âmbito psicológico, até que ponto é lícito impulsionar estas pesquisas ou manifestações públicas a favor das mesmas?
Diante desta questão, o professor Carlo Bellieni diretor do Departamento Terapia Intensiva Neonatal da Policlínica Universitária «Le Scotte» de Sena e membro da Academia Pontifícia Pró Vida responde: «O diagnóstico pré-natal pode ser de tipo genético e não-genético. O diagnóstico genético pré-natal se realiza em via direta (amniocentese, vilocentese) ou por via indireta (com ecografias específicas ou com a análise do sangue materno em busca de certos metabólitos). É bom distinguir o diagnóstico genético pré-natal do diagnóstico pré-natal em geral, sabendo que o fim da primeira é verificar a dotação cromossômica da criança, enquanto a segunda inclui também a primeira, mas se estende a buscar doenças, situações de tipo médico (retardo de crescimento, más-formações, sofrimento fetal), muitas das quais são curáveis».
«A pesquisa em si acrescenta o professor Bellieni é sempre algo bom: o problema é avaliar em primeiro lugar que, frente a um imponente investimento de dinheiro para o diagnóstico pré-natal genético, não há similar investimento para a pesquisa da terapia de enfermidades como a síndrome de Down. A publicação de técnicas de diagnóstico genético pré-natal pode ser útil para evitar o uso excessivo das que são invasivas, mas pode inclusive criar uma mentalidade na qual o casal se sinta obrigado a fazê-lo».
O professor Bellieni indica que está justificada a preocupação ética sobre este tema «porque não há nada de eticamente neutro em medicina como em outros aspectos da vida: tudo o que fazemos deve passar por nosso juízo; abdicar disso é abdicar do governo de si mesmo».
E oferece um recente documento publicado em italiano por alguns médicos, bioéticos e associações de pessoas com deficiência:
http://vocabolariodibioetica.splinder.com/post/17193474/Documento+diagnosi+prenatale
«Resta a necessidade de ter pontos de referência neste âmbito comenta Bellieni , no qual a possibilidade de cometer erros é alta, e por isso sugiro pontos para uma atitude ética diante do diagnóstico pré-natal, deles alguns dirigidos à família, e outros, a quem governa a saúde pública.»
Bellieni sugere à família: «O diagnóstico pré-natal deve ter uma intenção positiva pela saúde do filho e da mãe. O diagnóstico genético pré-natal não tem por enquanto uma utilidade curativa para a criança».
Em segundo lugar, «um diagnóstico pré-natal pode servir, em casos especialmente tensos, para serenar o casal em caso de forte ansiedade sobre a saúde genética da criança, mas sua realização não deve ser rotineira para não criar a mentalidade (no casal e na população) de que a primeira postura a se ter para com o filho é comprovar a normalidade».
«O diagnóstico genético pré-natal acrescenta não pode ser rotina (porque todo mundo faz), mas em todo caso deve ser uma decisão precisa, porque cada intervenção médica tem na base o consentimento informado e a livre escolha do paciente. Neste caso, também, o paciente sobre o qual se faz a pesquisa ainda não nasceu e a decisão de fazer-lhe um diagnóstico se toma por delegação do progenitor, que tem a responsabilidade para isso.»
«Ao empreender o diagnóstico genético pré-natal, deve-se ter sempre a consciência de que estamos fazendo o diagnóstico de uma criança para todos os efeitos, ainda que não tenha nascido ainda», explica.
«O diagnóstico genético pré-natal direto (amniocentese, vilocentese) comporta riscos para a saúde da criança (risco de aborto não querido em cerca de uma de cada cem ou duzentas amniocenteses)», conclui em suas indicações à família.
Quanto a critérios para quem oferece o diagnóstico, Bellieni indica, em primeiro lugar, que «o diagnóstico genético pré-natal deve estar precedido por uma entrevista na qual se explique fins e riscos; deve-se oferecer-se um resumo escrito dos mesmos e pedir que o assinem. O resumo deve conter também a porcentagem de risco de aborto não-querido registrado no centro de saúde que realiza a intervenção de diagnóstico e a própria duração da entrevista».
«Em caso de diagnóstico de patologia conclui , a mulher ou o casal devem ser dirigidos ao especialista da patologia detectada, com quem se aprofundará na possibilidade terapêutica e na real essência do problema. Pode ser útil envolver também associações oficialmente reconhecidas de familiares ou de portadores da patologia em questão.»
Menos liberdade religiosa no mundo
Fundação católica divulga Relatório no dia em que se assinalam os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos do Homem
Mais de 60 países em todo o mundo violam “gravemente” a liberdade religiosa. O número é lançado no “Relatório 2008 - Liberdade Religiosa no Mundo”, publicado pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).
Segundo a publicação, disponível agora na sua versão portuguesa, os casos mais dramáticos no período estudado registaram-se na Índia, Paquistão, Arábia Saudita e Eritreia, nações onde a liberdade de culto é negada de maneira mais violentas e nas quais os crentes são perseguidos, nalguns casos até à morte.
Esta nova edição do "Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo" retrata uma situação crítica, a nível mundial, da liberdade de culto. Os conflitos militares, o terrorismo e as ditaduras contribuíram, entre outras causas, para as situações mais alarmantes.
O relatório analisa a situação da liberdade religiosa em cada país, com base nos testemunhos de representantes da Igreja local, documentos oficiais, artigos de agências de notícias e outros media especializados em assuntos religiosos, bem como nas informações fornecidas por organizações de direitos humanos.
O estudo assinala que a perseguição religiosa está a aumentar em todo o mundo. Entre as principais preocupações apresentadas, está a da Índia, que piorou nos últimos anos, apesar de a Constituição reconhecer a liberdade religiosa.
O livro analisa também a situação no Iraque, onde desde finais de Setembro duas mil famílias cristãs tiveram de abandonar Mossul.
Segundo a Fundação AIS, a própria necessidade da obra “sublinha a fragilidade da liberdade religiosa como um princípio fundamental.
No relatório é apresentada uma lista de países nos quais se registaram “graves limitações à liberdade religiosa”. Entre eles encontram-se a China, Cuba, Coreia do Norte, Irão, Nigéria, Myanmar (ex-Birmânia), Laos, Arábia Saudita, Paquistão e Sudão.
Em seguida, consta uma lista de países nos quais se verificam “limitações legais à liberdade religiosa”, entre os quais se encontram Afeganistão, Argélia, Bahrein, Bangladesh, Bielorrússia, Bolívia, Egipto, Eritreia, Terra Santa (Israel e os territórios palestinos) e México.
A AIS fala ainda de países nos quais se registaram episódios de “repressão legal” e de países nos quais se registaram conflitos locais, analisados já noutras secções.
Nalguns casos, como por exemplo na China, “o receio de abrir-se à liberdade de culto coincide com o temor de deixar espaços a outras liberdades”.
Sobre Portugal, é destacado o mal-estar gerado pela demora na regulamentação da Concordata entre o país e a Santa Sé, assinada em 2004, que já levou a manifestações de descontentamento por parte do episcopado católico.
O relatório analisa a situação da liberdade religiosa em cada país, com base nos testemunhos de representantes da Igreja local, documentos oficiais, artigos de agências de notícias e outros media especializados em assuntos religiosos, bem como nas informações fornecidas por organizações de direitos humanos.
Com este documento, a organização católica internacional AIS pretende apresentar um compêndio general do grau de liberdade religiosa existente em cada um dos países do mundo, além das formas e motivos da repressão que padecem os diferentes grupos religiosos.
Observatório
A AIS apresenta ainda uma presença renovada na Internet (www.fundacao-ais.pt), na qual se destaca o Observatório da Liberdade Religiosa no Mundo.
O Observatório é actualizado anualmente e tem por base o Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo, publicado pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre.
Fundação AIS
Fundada em 1947 pelo Padre Werenfried van Straaten, inspirado na mensagem de Fátima, a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre é uma organização dependente da Santa Sé, tendo por objectivo apoiar projectos de cunho pastoral em países onde a Igreja Católica está em dificuldades.
No início, o trabalho da Ajuda à Igreja que Sofre consistia apenas em auxiliar os refugiados da Alemanha de Leste que fugiam da ocupação comunista, mas rapidamente se espalhou pelos campos de refugiados da Europa e da Ásia, pelas Repúblicas Populares comunistas, pela América Latina e pela África.
BENTO XVI: EM MARIA IMACULADA CONTEMPLAMOS O REFLEXO DA BELEZA QUE SALVA O MUNDO
Cidade do Vaticano, 08 dez (RV) - Nesta segunda-feira, solenidade da Imaculada Conceição, Bento XVI assomou ao meio-dia à janela de seus aposentos _ que dá para a Praça São Pedro _ para a oração do Angelus. A vitória de Cristo sobre o pecado original resplandece de modo sublime na Virgem Maria, disse o papa aos milhares de fiéis e peregrinos que também hoje lotaram a Praça São Pedro, num dia quase primaveral. O Santo Padre recordou que em Maria, a cheia de graça, contemplamos o reflexo da beleza de Deus que resplandece na face de Cristo.
O pontífice saudou também os peregrinos reunidos em Lourdes, na França, para a conclusão das celebrações pelos 150 anos das Aparições marianas, e recordou aos fiéis romanos que esta tarde faria a tradicional homenagem floreal a Nossa Senhora, na Praça Espanha, centro de Roma.
Bento XVI afirmou que o mistério da Imaculada Conceição nos recorda duas verdades fundamentais da nossa fé: o pecado original e, depois, a vitória da graça de Cristo sobre o pecado, vitória que resplandece de modo sublime em Maria:
A existência daquilo que a Igreja chama pecado original é, infelizmente, de uma premente evidência; basta olhar ao nosso redor e, sobretudo, para dentro de nós. De fato, a experiência do mal é tão insistente que se impõe por si mesma suscitando em nós a pergunta: de onde vem o mal?
O papa acrescentou que especialmente para um fiel o interrogativo é ainda mais profundo: se Deus, que é bondade absoluta, criou tudo, de onde vem o mal?. As primeiras páginas da Bíblia _ acrescentou _ respondem justamente a essa pergunta fundamental com a narração da criação e da queda dos progenitores:
Deus criou tudo para a existência, em particular criou o ser humano à própria imagem; não criou a morte, mas ela entrou no mundo por inveja do diabo (cfr Sab 1, 13-14; 2, 23-24), o qual, se rebelando contra Deus, atraiu também os homens ao engano, induzindo-os à rebelião. É o drama da liberdade, que Deus aceita plenamente por amor, prometendo, porém, que haverá um filho de mulher que esmagará a cabeça da antiga serpente (Gn 3, 15).
Portanto, desde o princípio esta Mulher é predestinada a tornar-se mãe do Redentor, mãe dAquele que se humilhou ao extremo para reconduzir-nos à nossa originária dignidade.
Bento XVI ressaltou que aos olhos de Deus essa Mulher tem sempre uma face e um nome: cheia de graça.
Como nos recorda Santo André de Creta _ disse o papa _, Maria é o refúgio comum de todos os cristãos, a primeira a ser libertada da queda primitiva dos nossos progenitores:
Caríssimos, em Maria Imaculada nós contemplamos o reflexo da Beleza que salva o mundo: a beleza de Deus que resplandece na face de Cristo. Em Maria essa beleza é totalmente pura, humilde, livre de toda soberba e presunção. Assim a virgem se mostrou a Santa Bernadete, 150 anos atrás, em Lourdes, e assim é venerada em muitos santuários. Esta tarde, segundo a tradição, também eu prestarei homenagem a Maria no monumento a ela dedicado na Praça Espanha.
PUNTA ARENAS, 5 DEZ (ANSA) - As presidentes do Chile, Michelle Bachelet, e da Argentina, Cristina Kirchner, ressaltaram nesta sexta-feira que a mediação do papa João Paulo II para pôr fim à crise entre os dois países pelo controle de ilhas situadas na região do Canal Beagle, há 30 anos, evitou uma "tragédia".
As mandatárias participaram de uma cerimônia realizada na cidade de Monte Aymond, na fronteira entre os dois países, para celebrar o fim das hostilidades, quando Chile e Argentina estiveram prestes a entrar em guerra. No local, será erguida uma estátua em homenagem a João Paulo II.
Segundo Bachelet, a mediação do Papa representou também o início de uma "etapa histórica na relação e cooperação entre os dois países". Segundo ela, o intercâmbio comercial bilateral chega hoje a US$ 5 bilhões, e o fluxo de investimentos é de US$ 15 bilhões.
A presidente chilena ressaltou também a criação da força de paz conjunta chamada Cruz do Sul, ratificada hoje pelos ministros da Defesa de ambos os países e que deve entrar em operação entre o fim do próximo ano e o início de 2010.
"Honramos a paz que temos em nosso território, mas também somos responsáveis pela paz em nossa região e em outras partes do mundo", disse Bachelet.
Cristina Kirchner, por sua vez, lembrou de sua própria experiência durante o conflito. A presidente vivia na cidade de Río Gallegos, no sul do país, e teve de abandonar o local devido ao temor de bombardeios chilenos.
Durante o conflito, ocorrido em 1978, Chile e Argentina eram governados por regimes militares. As hostilidades cessaram com a assinatura de um tratado de paz proposto pelo Vaticano em janeiro de 1979. (ANSA)
Bento XVI apela à defesa do matrimônio e da vida
http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=67129&seccaoid=4&tipoid=217
O Papa recebeu esta Sexta-feira no Vaticano o Embaixador da Argentina junto da Santa Sé, Juan Pablo Cafiero, para a apresentação das Cartas Credenciais. No seu discurso Bento XVI salientou a necessidade de forjar a vida pessoal, familiar e social de acordo com os valores irrenunciáveis que enaltecem a pessoa e a comunidade.
E entre eles, referiu a defesa da família baseada no matrimónio entre um homem e uma mulher, a orientação por uma moral cujas notas principais estão escritas no mais íntimo do ser humano, o espírito de sacrifício e solidariedade que se manifesta de maneira especial quando as circunstancias são particularmente adversas, a defesa da vida humana desde a sua concepção até à morte natural, a erradicação da pobreza, o cultivo da honra, a luta contra a corrupção, a adopção de medidas que assistam os pais no direito inalienável de educar os filhos segundo as próprias convicções éticas e religiosas, assim como a promoção dos jovens, para que sejam homens e mulheres de paz e de reconciliação.
O Papa frisou que a Igreja, no exercício da sua missão, procura em todos os momentos promover a dignidade da pessoa e elevá-la de maneira integral para benefício de todos.
Com as suas obras, a comunidade católica tem como objectivo unicamente dar testemunho de caridade e projectar sobre as consciências a luz do Evangelho, para que o homem encontre uma plenitude de vida que se traduza numa conduta individual digna e numa convivência responsável e harmoniosa, de compreensão recíproca e de perdão, disse.
A Igreja - acrescentou o Papa - sem pretender transformar-se em sujeito político, aspira, com a independência da sua autoridade moral, a cooperar lealmente com todos os responsáveis da ordem temporal no nobre desígnio de alcançar uma civilização da justiça, paz, reconciliação, solidariedade e daquelas metas que não se podem derrogar nem deixar á mercê de consensos partidários, pois que estão gravadas no coração humano e respondem á verdade.
Neste sentido - disse ainda a presença de Deus, tanto na consciência de cada homem como no âmbito politico é um apoio firme para o respeito dos direitos fundamentais da pessoa e a edificação de uma sociedade neles cimentada.
Papa aos jovens: advento, tempo de intimidade com Cristo
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 3 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI apresentou, em particular aos jovens, o Advento – período litúrgico de preparação para o Natal – como um momento de intimidade com Jesus.
Esta foi a mensagem que deixou ao despedir-se dos sete mil peregrinos reunidos nesta quarta-feira por ocasião da audiência geral, em particular dos jovens, doentes e recém-casados.
«Queridos jovens – disse em italiano –, eu vos convido a redescobrir, no clima espiritual do Advento, a intimidade com Cristo, colocando-vos à escuta da Virgem Maria.»
Aos doentes, alguns deles em cadeiras de rodas, recomendou «viver este período de espera e de oração incessante oferecendo ao Senhor que vem vossos sofrimentos pela salvação do mundo».
Por último, exortou os recém-casados, presentes muitos deles com sua roupa de casamento, a serem «construtores de famílias cristãs autênticas, inspirando-vos no modelo da Sagrada Família de Nazaré, que contemplamos de maneira particular no tempo de preparação para o Natal».
Vemos e sentimos o pecado original, assegura Bento XVI
«A boa notícia do cristianismo é que o mal não constitui o ser do homem», afirma
Por Inma Alvarez
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 3 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI aproveitou a catequese desta quarta-feira, durante a audiência geral, diante de 7 mil peregrinos reunidos na Sala Paulo VI, para explicar a doutrina cristã sobre o pecado original.
Seguindo com o ciclo de catequeses sobre São Paulo, o Papa expôs a doutrina do apóstolo dos povos sobre o pecado original e a redenção, contida na Carta aos Romanos, que constitui a primeira e essencial elaboração teológica sobre este dogma da Igreja.
Pois bem, pergunta-se o Papa, é possível crer hoje no pecado original?
«Muitos pensam que, à luz da história da evolução, já não haveria lugar para a doutrina de um primeiro pecado, que depois se difundiria em toda a história da humanidade. E, em conseqüência, também a questão da Redenção e do Redentor perderia seu fundamento», explica.
Contudo, o que é inegável é a existência do mal e a «necessidade que o homem experimenta de ser redimido dele», que, afirma o Papa, percorre toda a história humana.
Essa necessidade, continua, «o desejo de que o mundo mude e a promessa de que se criará um mundo de justiça, de paz e de bem, está presente em todas as partes: na política, por exemplo, todos falam da necessidade de mudar o mundo, de criar um mundo mais justo».
«Precisamente isso é expressão do desejo de que haja uma libertação da contradição que experimentamos em nós mesmos.»
A questão-chave, acrescenta o Papa, é que explicação ontológica buscou o homem para esse mal que, como dizia Pascal, e também Paulo, converteu-se em «uma segunda natureza» no homem.
A solução que se dá ao problema é a de considerar que no homem «há dois princípios, um bom e um mal, originais no ser do homem». «Na história do pensamento, prescindindo da fé cristã, existe um modelo principal de explicação, com variações diversas», explicou.
Este pensamento, que na Antigüidade era conhecido como dualismo, hoje sobrevive no evolucionismo, que afirma que «o ser como tal desde o princípio leva em si o bem e o mal», onde o mal «é tão originário como o bem». O ser seria «uma mescla de bem e o mal que, segundo esta teoria, pertenceria à própria matéria do ser».
«É uma visão no fundo desesperada: se é assim, o mal é invencível. No final, só conta o próprio interesse. E todo progresso teria de ser pago necessariamente com um rio de mal, e quem quisesse servir ao progresso deveria aceitar pagar este preço. A política, no fundo, se baseia nestas premissas; e vemos os efeitos delas. Este pensamento moderno, no final, só pode trazer tristeza e cinismo.»
Contudo, a esta visão se opõe à fé, segundo a qual «não há dois princípios, um bom e um mau, mas há um só princípio, o Deus criador, e este princípio é bom, só bom, sem sombra de mal».
Portanto, o ser «não é uma mistura de bem e de mal; o ser como tal é bom, e por isso é bom existir, é bom viver».
«Este é o alegre anúncio da fé: só há uma fonte boa, o Criador. E por isso, viver é um bem, é algo bom ser um homem, uma mulher, é boa a vida», acrescentou.
Diante disso, está o mistério do mal, mas a fé afirma que este «não vem da fonte do mesmo ser, não é igualmente originário», mas procede «de uma liberdade criada, de uma liberdade abusada».
Ao não ser original, «o mal pode ser superado. Por isso, a criatura, o homem, é curável. As visões dualistas, também o monismo do evolucionismo, não podem dizer que o homem pode ser curado; mas se o mal procede só de uma fonte subordinada, é certo que o homem pode ser curado».
O segundo grande mistério de luz do cristianismo, explica o Papa, é que o homem «não só pode ser curado, mas está curado de fato. Deus introduziu a cura. Entrou pessoalmente na história. À permanente fonte do mal opôs uma fonte de puro bem. Cristo crucificado e ressuscitado, novo Adão, opõe ao rio sujo do mal um rio de luz».
Esta é, em síntese, a doutrina cristã do pecado original, que São Paulo já apresentava ao falar da redenção realizada em Cristo, o «novo Adão».
Ao apresentar a oposição entre Adão e Cristo, explica o pontífice, Paulo o faz «para evidenciar o incomensurável dom da graça em Cristo, Paulo insiste no pecado de Adão: se não tivesse sido para demonstrar a centralidade da graça, ele não teria se dedicado a falar tanto do pecado».
«Na fé da Igreja amadureceu a consciência do dogma do pecado original, é porque este está ligado inseparavelmente a outro dogma, o da salvação e da liberdade em Cristo», concluiu.
Vaticano é contra proposta francesa de promover o homossexualismo
Fonte:
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL885227-5602,00 VATICANO+E+CONTRA+PROPOSTA+FRANCESA+DE+DESCRIMINALIZAR+O+HOMOSSEXUALISMO.html
P.S: o título da reportagem foi alterado por mim, pois não se trata de descriminalizar, mas de promover o homossexualismo
Roma, 1 dez (EFE) - O Vaticano se disse contra a proposta da França para exigir a descriminalização universal do homossexualismo às Nações Unidas, apresentada pelo país como atual ocupante da presidência rotativa da União Européia (UE).
O porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, confirmou a posição do Vaticano, e corroborou o receio perante a iniciativa da França expressado pelo representante permanente do Vaticano perante a ONU, Celestino Migliore, em declarações citadas pela imprensa italiana.
"Obviamente, ninguém quer defender a pena de morte para os homossexuais, como outras pessoas queriam fazer crer", esclareceu Lombardi, que lembrou que o Vaticano não está só em sua posição.
Segundo o porta-voz, há 150 Estados-membros da ONU que não aderiram à proposta francesa, que pretende ser instaurada em 10 de dezembro.
"Os conhecidos princípios do respeito aos direitos fundamentais da pessoa e da negação de toda injusta discriminação, que são confirmados e claros no catecismo da Igreja Católica, excluem não só a pena de morte, mas todas as legislações penais violentas ou discriminatórias para com os homossexuais", acrescentou.
Segundo a imprensa italiana, o representante permanente do Vaticano na ONU, Celestino Migliore, afirmou que "o catecismo da Igreja Católica diz, e não é de hoje, que é preciso evitar qualquer indício de discriminação injusta no tratamento com os homossexuais. Mas a questão é outra aqui".
"Com uma declaração de caráter político, assinada por um grupo de países, os estados e mecanismos internacionais de atuação e controle dos direitos humanos são solicitados a acrescentar novas categorias protegidas da discriminação", disse.
"Isso sem levar em conta que, se estas forem adotadas, criarão novas e implacáveis discriminações", acrescenta.
Um exemplo apontado pelo representante do Vaticano na ONU foi que "os estados que não reconhecem a união entre pessoas do mesmo sexo como 'casamento' serão alvo de pressões".
É no valor político sobre a declaração da descriminalização do homossexualismo com que o Vaticano não concorda, segundo Lombardi.
"Aqui trata-se não só de descriminalizar o homossexualismo como foi escrito", ressaltou o porta-voz vaticano.
"Mas sim de introduzir uma declaração de valor político que pode-se refletir nos mecanismos de controle através da força, dos quais toda norma que não coloque sobre o mesmo plano toda orientação sexual pode ser considerada contrária ao respeito aos direitos do homem", acrescentou.
"Pode se transformar claramente em um instrumento de pressão ou discriminação contra quem, por exemplo, considera o casamento entre homem e mulher a forma fundamental e originária da vida social e como tal algo a privilegiar", afirmou.
Migliore garante que tudo o que vai de encontro ao respeito e à tutela das pessoas faz parte do patrimônio humano e espiritual do Vaticano.
A secretária de Estado de Direitos Humanos da França, Rama Yade, anunciou em 17 de maio por ocasião da Jornada Internacional contra a Homofobia, a intenção de seu Governo de levar a descriminalização universal do homossexualismo à ONU enquanto ocupasse a Presidência da UE - mandato que expira no próximo dia 31. EFE
Bento XVI pede orações pela expansão da cultura da vida
Intenção para dezembro do Apostolado da Oração
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 1º de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI pede orações, neste mês de dezembro, para que a cultura da vida possa expandir-se graças à obra da Igreja.
O pontífice o propõe nas intenções do Apostolado da Oração, iniciativa seguida por cerca de 50 milhões de pessoas dos cinco continentes, para este mês que começa.
O Papa apresenta duas intenções de oração, uma geral e outra missionária.
A intenção geral do mês de dezembro diz assim: «Para que frente à crescente expansão da cultura da violência e da morte, a Igreja, por meio de suas atividades apostólicas e missionárias, promova com valentia a cultura da vida».
A intenção missionária se inspira no Natal já próximo: «Para que os cristãos, especialmente nos países de missão, por meio de gestos concretos de fraternidade, mostrem que o Menino na gruta de Belém é a luminosa esperança do mundo».
Ensino religioso e estado laico
Cidade do Vaticano, 29 nov (RV) - Estamos publicando, a cada dia, comentários explicativos acerca do Acordo Brasil-Santa Sé, com o intuito de esclarecer a opinião pública em geral e os católicos em particular, sobre o significado e a importância desse documento.
Hoje respondemos à seguinte questão: O Brasil é um Estado laico. O Acordo prevê o ensino da religião católica nas escolas públicas de ensino fundamental. Como se conciliariam, a seu juízo, o caráter leigo da República e o ensino confessional nas escolas? Alguns dizem que o ensino confessional nas escolas públicas seria até inconstitucional...
O Artigo em questão é plenamente coerente com quanto previsto pela Constituição Federal, Art. 210, § 1º e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, Art. 33. Todas as Constituições que se sucederam no Brasil nas últimas seis décadas, desde a Constituição de 1937, incluem o ensino religioso no currículo escolar do ensino fundamental. O atual Art. 210 da Constituição Federal de 1988 determina: «O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental». É inegável que o ensino religioso não deve ser entendido como alusivo a uma religião genérica, a-confessional, indefinida, já que uma tal religião não existe. Seria pura abstração mental, sem correspondência na realidade da vida e da sociedade humana. Ninguém, portanto, teria condições de ministrá-la, a não ser quem quisesse ensinar suas próprias e subjetivas opiniões. Tampouco poderia criá-la e impô-la o Estado, que é democrático e leigo e, enquanto tal, respeitoso das múltiplas confissões religiosas, com suas diferenças e identidades, sua fé, seu credo, sua doutrina, seus fiéis.
E cada fiel tem, no Brasil, o direito constitucional de receber, se quiser, a educação religiosa conforme a sua fé, nos termos fixados pela Lei e no respeito da liberdade religiosa e de consciência. Esta é a verdadeira e autêntica laicidade. Um ensino genérico, apenas indefinidamente religioso, não atingiria esta meta e, principalmente, não cumpriria os ditames da Constituição.
O Estado brasileiro não admite, de forma alguma, concessão de privilégios para nenhuma religião específica, nem discriminações religiosas. Da mesma forma, o Acordo, também no que diz respeito ao ensino religioso, não privilegia a Igreja Católica, nem discrimina outras confissões. Neste preciso intuito, foi expressamente mencionado, além do ensino religioso católico, também o de outras confissões religiosas. Podemos chamar este modelo de ensino religioso pluri-confessional. Ele encontra um válido exemplo legislativo na Lei sobre ensino religioso adotada no Estado do Rio de Janeiro (Lei n. 3459/2000, de 14 de setembro de 2000). Conforme este modelo, o legislador reconhece, aplicando os princípios constitucionais de liberdade religiosa e de crença (Art. 5º, inciso VI, da Constituição), o direito das famílias (e dos alunos que já completaram os 16 anos de idade) a que lhes seja oferecido, pelo Estado, o ensino religioso correspondente ao credo e à identidade religiosa confessional do estudante e de sua família.
É importante destacar que essa Lei estadual, menos de um ano depois de editada, passou por rigoroso controle de constitucionalidade pelo Tribunal de Justiça do Estado e foi mantida (cf. Representação n. 141/2000, Acórdão de abril de 2001).
Deve-se sublinhar que esse ensino religioso é sim confessional, mas é, ao mesmo tempo, pluralista, enquanto o Estado oferece aos alunos os ensinos religiosos próprios, em conformidade com sua identidade de fé, e é perfeitamente democrático e leigo, porque só será ministrado aos que, livre e facultativamente, o requeiram. Em nada, portanto, afeta negativamente o espírito de mútua tolerância e respeito entre as diferentes confissões, nem tampouco contraria a irrenunciável laicidade do Estado brasileiro.
A esse propósito, enfim, no que diz respeito ao conceito da verdadeira laicidade, merecem reflexão as palavras recentemente pronunciadas por Nicolas Sarkozy, Presidente da República da França, nação que sempre foi, e continua sendo a porta-bandeira do princípio da laicidade do Estado. «A laicidade não poderia ser a negação do passado. A laicidade não tem o poder de cortar uma nação das suas raízes cristãs. Ela tentou fazê-lo. E não deveria tê-lo feito [...], eu acho que uma nação que ignore a herança ética, espiritual e religiosa da sua história comete um crime contra sua cultura [...] que impregna tão profundamente nossa maneira de viver e pensar. Arrancar a raiz é perder o significado, é enfraquecer o cimento da identidade nacional, é tornar ainda mais ásperas as relações sociais, que tanta necessidade têm de símbolos de memória. [...] É por isso que desejo o advento de uma laicidade positiva, ou seja, uma laicidade que, preservando a liberdade de pensamento, a de crer ou não crer, não veja as religiões como um perigo, mas, pelo contrário, como um trunfo. [...] Trata-se de procurar o diálogo com as grandes religiões e ter por princípio facilitar a vida quotidiana das grandes correntes espirituais, ao invés de procurar complicá-las» (Discurso pronunciado em Roma, em 4 de Janeiro de 2008).
Congresso em Roma sobre Galileu Galilei
Roma, 27 nov (RV) – O Pontifício Conselho para a Cultura organizou, ontem à tarde, em Roma, um Congresso que teve como tema: “A ciência, 400 anos depois de Galileu Galilei: o valor e a complexidade ética da pesquisa tecno-científica contemporânea”.
O encontro foi promovido em parceria com a Finmeccanica - Grupo industrial italiano que atua no setor de alta tecnologia em Espaço aéreo, Defesa e Segurança.
Os trabalhos foram inaugurados pelo cardeal Secretário de Estado, Tarcisio Bertone. A seguir, houve uma série de conferências, que contou com a participação do padre George Coyne, jesuíta, diretor emérito do Observatório Vaticano, e do presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Dom Gianfranco Ravasi.
Em seu pronunciamento, o Cardeal Bertone afirmou que “no passado, alguns homens da Igreja cometeram erros em relação a Galileu Galilei, devido à mentalidade da época. Entretanto, o grande cientista italiano foi um homem de profunda fé cristã”.
O Secretário de Estado acrescentou: “O pensamento volta, mais uma vez, a Galileu Galilei. Nos últimos anos, houve descobertas que preencheram as lacunas de eclesiásticos e deram maior destaque à rica personalidade deste cientista. Ele, com seu telescópio astronômico, chegou à conclusão de que a Terra não era o centro de todos os movimentos celestes”.
O cardeal Bertone concluiu, dizendo: “O que deveria ser colocado em evidência, hoje, é que Galileu, homem de ciência, também cultivou com amor sua fé e suas profundas convicções religiosas. Este homem de fé via a natureza como um livro, cujo autor era Deus”.
Por outro lado, “o processo da Inquisição contra Galileu foi concluído efetivamente com uma sentença de condenação, que nunca foi assinada pelo Papa e sobre a qual houve um grave desacordo entre os Cardeais”, disse, por sua vez, o arcebispo Gianfranco Ravasi, que acrescentou: Por isso, o Vaticano pretende voltar a publicar as atas do processo de Galileu Galilei para "refrescar a memória" daqueles que criticam a Igreja sobre o caso, uma vez que ele "nunca foi condenado".
Neste sentido, disse o arcebispo, “o envolvimento da Igreja e da reflexão teológica estará ao centro do tema da evolução biológica”, que voltará, no próximo ano, por ocasião do segundo centenário de nascimento de Darwin e os 150 anos da “Origem das espécies”.
Por isso, o Pontifício Conselho para a Cultura patrocinará, em março de 2009, um encontro que unirá “a voz da ciência com as vozes da filosofia e da teologia, cada uma com a sua dignidade e linguagem”. (MT)
Igreja no Brasil solidária com vítimas das enchentes em Santa Catarina
Bispos reunidos em Itaici expressaram sua proximidade
INDAIATUBA, terça-feira, 26 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Geraldo Lyrio Rocha, manifestou a solidariedade e proximidade da Igreja às vítimas das enchentes no Estado de Santa Catarina (sul do país).
Antes de iniciar a missa do segundo dia do congresso internacional «Pessoa, cultura da vida e cultura da morte», promovido pela CNBB e a Pontifícia Academia para a Vida, Dom Geraldo Lyrio expressou a proximidade da Igreja diante da «dor e do sofrimento» das vítimas. O arcebispo pediu que se façam chegar as ajudas necessárias e se solidarizou com os parentes e amigos dos falecidos.
De acordo com dados atualizados na manhã de hoje pela Defesa Civil de Santa Catarina, as chuvas que atingem o Estado desde sexta-feira passada deixaram 54.039 desalojados e desabrigados.
São 84 mortes e 30 desaparecidos confirmados e mais 1.500.000 afetados. Oito municípios estão isolados, somando 97.680 pessoas.
A arquidiocese de Florianópolis (capital do Estado), segundo refere em nota à imprensa, incentivou «as paróquias que em suas dependências acolhem milhares de desabrigados a renovarem sua atenção e dedicação em favor dos que sofrem».
«Inúmeras famílias choram seus mortos. Não poucas perderam tudo. Sabemos que, quando as águas baixarem, os problemas não só continuarão, como se agravarão», afirma o texto.
A arquidiocese lançou uma campanha em favor dos desabrigados. Pede-se a doação de roupas, de alimentos não perecíveis, entre outros materiais. Uma conta no Banco do Brasil (agência 3174-7, conta 17611-7), em nome de Ação Social Arquidiocesana/Flagelados SC 2008, foi disponibilizada para doações em dinheiro.
A CNBB divulgou hoje uma nota de solidariedade, na qual convoca «todos os católicos, a Cáritas Brasileira, os cristãos e todas as pessoas de boa vontade para que formemos um grande mutirão de ajuda e socorro aos flagelados».
«O povo catarinense possa, mais uma vez, superar os desafios das enchentes, fortalecido pela fé que o caracteriza e pela generosidade de todos», diz o texto.
Papa aos artistas: «beleza sem verdade nem bondade é só aparência vazia»
Os cristãos estão chamados a dar um testemunho «verdadeiro e belo» de sua fé
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 25 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- A beleza, sem a verdade e a bondade, converte-se em um mero esteticismo vazio, e por isso é necessário não separá-las, afirma Bento XVI em uma mensagem enviada ao presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, o arcebispo Gianfranco Ravasi.
O Papa se dirige aos membros das Academias Pontifícias, que celebram nestes dias sua sessão pública anual com o tema «A Universalidade da beleza: estética e ética em contraste», e lhes recorda o oportuno tema eleito, dado o clima cultural atual.
Atualmente, existe uma «separação» que o Papa qualifica de «dramática» entre «a busca da beleza, compreendida, ainda que redutivamente, como forma exterior, como aparência a perseguir a todo custo, e a verdade e bondade das ações».
Esta separação transforma a beleza «em mero esteticismo, e sobretudo para os mais jovens, em um itinerário que desemboca no efêmero, na aparência banal e superficial, ou inclusive em uma fuga para paraísos artificiais, que mascaram e escondem o vazio e a inconsistência interior», acrescenta.
Diante disso, adverte o Papa, os cristãos estão chamados a «dar razão» não só da verdade, mas também «da beleza da própria fé», mediante «obras belas e boas ao mesmo tempo», que remetem «a outra beleza, verdade e bondade que só em Deus tem sua perfeição e sua fonte última».
Neste sentido, explicou, é necessário, dentro da conexão da beleza com a verdade e a bondade, voltar a «vincular a beleza com a razão», pois «uma razão que quer despojar-se da beleza acabaria diminuída, como também uma beleza privada de razão se reduzirá a uma máscara vazia e ilusória».
A beleza, acrescenta, sempre foi considerada como «uma via para chegar a Deus», e especialmente durante o sínodo se recordou a conexão entre a arte e a Sagrada Escritura.
O Papa convida os artistas a voltarem a ler a Carta aos Artistas de João Paulo II: «esta é precisamente vossa tarefa, vossa missão: suscitar a maravilha e o desejo do belo, formar a sensibilidade das almas e alimentar a paixão por tudo aquilo que é expressão autêntica do gênio humano e reflexo da Beleza divina».
O homem de hoje, ainda que «absorvido por um clima cultural nem sempre propenso a acolher uma beleza em plena harmonia com a verdade e a bondade», continua tendo «desejo e nostalgia de uma beleza autêntica, não superficial e efêmera».
Por último, o Papa pediu aos artistas «um empenho apaixonado e criativo, sobretudo no campo artístico, para promover nas culturas contemporâneas um novo humanismo cristão, que saiba percorrer com clareza e decisão o caminho da autêntica beleza».
Beatificados em nagasaki 188 mártires japoneses
Nagasaki, 24 nov (RV) - Realizou-se nesta segunda-feira, em Nagasaki, no Japão, a cerimônia de beatificação de 188 mártires japoneses do século XVII. Cerca de trinta mil pessoas participaram da cerimônia realizada no estádio de baseball de Nagasaki.
A celebração foi presidida pelo cardeal Seiichi Peter Shirayanagi, arcebispo emérito de Tóquio e a fórmula de beatificação foi proferida pelo prefeito emérito da Congregação das Causas dos Santos, cardeal José Saraiva Martins, que ressaltou que "a fidelidade dos mártires é um sinal da doutrina vital da Igreja, visto que o martírio é o pleno exercício da liberdade humana e ato supremo de amor".
O arcebispo de Nagasaki, dom Joseph Mitsuaki Takami, definiu a beatificação como "um evento de graça". O prelado espera que a "beatificação possa ser uma ocasião a fim de que o povo japonês possa redescobrir a importância da fé". Além disso, dom Takami ressaltou que tal evento "oferece à Igreja no Japão a oportunidade de encontrar o tesouro escondido na história do cristianismo em terra nipônica".
O arcebispo sublinhou ainda que Pe. Pedro Kibe, sacerdote da Companhia de Jesus, e seus companheiros deixam aos cristãos e aos não-cristãos uma mensagem rica de conteúdos como: perseverar na fé em Deus, único capaz de salvar a humanidade, cultivar sempre a liberdade religiosa, que é um dos direitos humanos fundamentais, ter um comportamento não-violento diante das perseguições.
Os novos bem-aventurados japoneses foram martirizados por causa da fé entre 1603 a 1639. Entre eles estão muitas mulheres, crianças, idosos, inteiras famílias e também Pe. Thomas Kintsuba Jiyoe, filho de catequistas cristãos, também martirizados.
Pouco antes da cerimônia de hoje, o cardeal Saraiva Martins visitou o monumento da bomba atômica em Nagasaki, onde depôs uma coroa de flores. (MJ)
Papa evoca drama do regime soviético
Bento XVI evocou este Domingo, no Vaticano, os 75 anos da chamada grande carestia", que provocou milhões de mortos na Ucrânia e noutras regiões da ex-URSS.
Depois da recitação do Angelus, dirigindo-se a um grupo de peregrinos ucranianos, na respectiva língua, Bento XVI evocou o aniversário deste acontecimento, no regime comunista. O Papa assegurou a sua oração por todas as vítimas inocentes daquela terrível tragédia e exprimiu fervorosos votos de que "nunca mais nenhum ordenamento político venha a negar os direitos da pessoa humana e a sua liberdade e dignidade".
Neste contexto, invocou a Virgem Maria "para que ajude as Nações a avançar na via da reconciliação e a construir o presente e o futuro no respeito recíproco e na busca sincera da paz".
Na alocução antes da oração, na solenidade de Jesus Cristo Rei do universo, Bento XVI fez notar que Jesus recusou o título de Rei quando este era entendido em sentido político, mas “durante a sua paixão reivindicou, diante de Pilatos, uma singular realeza, depois de – pouco antes – ter declarado que o seu reino não era deste mundo”.
“De facto a realeza de Cristo é revelação e actuação da realeza de Deus Pai, que tudo governa com amor e justiça. O Pai confiou ao Filho a missão de dar aos homens a vida eterna amando-os até ao supremo sacrifício, e ao mesmo tempo conferiu-lhe o poder de os julgar, pois se fez Filho do homem, em tudo semelhante a nós”, explicou.
Referindo depois o Evangelho do dia – a parábola do juízo final, Bento XVI observou que “as imagens são simples, a linguagem é popular, mas a mensagem é extremamente importante: é a verdade sobre o nosso destino último e sobre o critério com o qual seremos avaliados”.
Nesta passagem do Evangelho, é dito “tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era estrangeiro e acolhestes-me, e assim por diante”. Para o Papa, “esta página faz parte da nossa civilização. Marcou a história dos povos de cultura cristã: a hierarquia dos valores, as instituições, as múltiplas obras sociais e de assistência”.
“O reino de Cristo não é deste mundo, mas conduz ao seu cumprimento todo o bem que, graças a Deus, existe no homem e na história”, indicou.
“O reino de Deus não é uma questão de honras e de aparências, mas sim, como escreve São Paulo, ‘justiça, paz e alegria no Espírito Santo’”, sublinhou Bento XVI.
Vaticano na vanguarda da Energia Verde
Serão instalados painéis fotovoltaicos na Sala Paulo VI
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 21 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- A Sala Paulo VI, feita por um dos arquitetos modernos mais conhecidos, Pier Luigi Nervi, converte-se também em pioneira de energia verde com a instalação de painéis fotovoltaicos em seu teto.
A inauguração do novo sistema ecológico de produção de energia será na próxima quarta-feira, 26 de novembro, em uma cerimônia da qual participarão, entre outros, o prêmio Nobel de Física, Carlo Rubbia.
No encontro, que será celebrado na Academia Pontifícia das Ciências, tomarão a palavra o cardeal Giovanni Lajolo, presidente do Governo de Estado da Cidade do Vaticano, Pier Carlo Cuscianna, diretor dos Serviços Técnicos do Governo do Estado da Cidade do Vaticano, Livio De Santoli, da Universidade La Sapienza de Roma, e Frank Asbeck, presidente de Solar World, AG.
Um comunicado emitido pela Sala de Imprensa da Santa Sé explica que a cobertura fotovoltaica da sala das audiências do Papa é uma das iniciativas «concretas e tangíveis» que o Estado da Cidade do Vaticano promove «para defender o ambiente».
Os 2.400 módulos que constituem a instalação substituem os painéis de concreto armado e reproduzem a dimensão das telhas originais previstas no projeto de Nervi. Cumprem uma dupla função: passiva, protegendo o edifício da radiação, e ativa, convertendo a energia solar em eletricidade.
A iniciativa se situa no âmbito da «cultura verde», caracterizada por valores éticos, promovida pelo Papa Bento XVI, declara a crônica do Vatican Information Service (VIS).
Relíquias de Santa Teresinha em vôo espacial
MADRI, quinta-feira, 20 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- As Carmelitas Descalças de New Caney (USA) entregaram ao astronauta Ron Garan, uma relíquia de Santa Teresinha, para que lhe acompanhasse em sua viagem espacial, informam as Obras Missionárias Pontifícias da Espanha.
Na primavera passada este comandante se dirigiu à comunidade para pedir orações para sua viagem no espaço, oferecendo-se a levar algum objeto sagrado que as monjas lhe dessem.
Durante 14 dias esta lembrança teresiana percorreu mais de 9 mil quilômetros no espaço ao redor da Terra a uma velocidade de 27.291 km/h. Durante esse tempo com uma oração intensa, a comunidade pediu a Santa Teresinha uma chuva de rosas do espaço sobre o mundo. Sua vocação universal chegou até os confins do espaço.
Em 17 de agosto passado as Carmelitas de New Caney (USA) receberam a prometida e esperada visita do amigo astronauta da comunidade.
Ron foi parte da tripulação da última viagem da nave espacial Discovery, que aconteceu do dia 31 de maio a 14 de junho para transportar e acrescentar o módulo de laboratório japonês Kibo (Esperança) à Estação Espacial Internacional.
A missão de Ron consistiu em sair ao espaço, atado só por um cabo, em um braço robótico guiado do interior da estação por outro membro da tripulação, para mover o módulo japonês na posição correta e segura, assim como fazer alguns reparos no exterior da estação espacial. A NASA preparou um vídeo da missão, pelo qual se pôde escutar e ver algo do que acontece «dentro» da nave e da estação.
A comunidade lembrou das palavras de Santa Teresinha: «Sinto a vocação de apóstolo... Quisera percorrer a terra, pregar Teu nome, e plantar sobre o solo infiel Tua Cruz gloriosa. Mas Amado meu, uma só missão não me bastaria! Quisera anunciar ao mesmo tempo o Evangelho aos cinco cantos do mundo, e até nas ilhas mais remotas...».
Com esta evocação as Carmelitas não tiveram dúvida em entregar ao astronauta uma relíquia de Santa Teresinha.
Pessoas infelizes assistem mais TV, diz estudo
Grupo que se considera infeliz assiste 20% mais TV; felizes têm mais vida social.Um estudo feito por sociólogos americanos concluiu que pessoas infelizes assistem mais televisão, enquanto pessoas que se consideram felizes lêem mais e têm vida social mais ativa.
O trabalho foi publicado na edição de dezembro da revista científica Social Indicators Research.
Os pesquisadores, da Universidade de Maryland, na cidade de Baltimore, basearam suas conclusões em pesquisas realizadas ao longo de 30 anos nos Estados Unidos.
Com base nesses estudos, eles ainda concluíram que as horas que a população passa em frente à televisão podem aumentar com a crise econômica.
Três décadas
Os sociólogos John P. Robinson e Steven Martin, da University of Maryland, analisaram dados de quase 30 mil adultos que participaram de estudos sobre o uso do tempo e sobre comportamento social feitos entre 1975 e 2006.
Nos estudos sobre como as pessoas usam seu tempo, os participantes foram convidados a escrever diários relatando suas atividades durante um período de 24 horas, indicando quão prazerosas foram cada uma delas.
As pesquisas sobre comportamento social, ou General Social Surveys, também usadas como base para o presente estudo, indagaram aos participantes, durante anos consecutivos, quão felizes se sentiam e como passavam seu tempo, além de outras questões.
Robinson e Martin verificaram que, em relação ao hábito de assistir TV, os dois tipos de estudos apresentaram resultados diferentes.
De acordo com as General Social Surveys, pessoas que se consideram infelizes assistem em média 20% mais televisão do que pessoas muito felizes. Em suas conclusões, os pesquisadores levaram em conta características individuais como educação, salário, idade e estado civil.
As pesquisas também revelaram que pessoas que se descrevem como felizes são mais ativas socialmente, participam mais de serviços religiosos, votam com mais freqüência e lêem mais jornais.
As informações obtidas a partir dos diários descrevendo como as pessoas passavam o tempo, no entanto, revelaram um quadro diferente.
Escrevendo em tempo real, no mesmo dia em que as atividades aconteceram, os participantes parecem ver o ato de assistir televisão de forma mais positiva.
Segundo Robinson, embora os telespectadores digam que a TV de forma geral é um desperdício de tempo e uma atividade não particularmente agradável, muitos acrescentam que os programas vistos "foram muito bons".
Fonte: www.estadao.com.br
Mulher que abortou em Barcelona: aborto acaba com a vida de milhares de mulheres
Áudio do depoimento (em espanhol): http://www.aciprensa.com/noticia.php?n=23476
.- Montserrat, uma mulher que abortou o mês passado no centro de abortos Os Corts desta cidade, pediu aos deputados que analisam a reforma na lei do aborto na Espanha que pensem bem sua decisão. Ela, que decidiu abortar o que seria seu terceiro filho, é uma prova de que esta prática só destroça a vida de milhares de mulheres.
Neste testemunho, recolhido pela Associação de Vítimas do Aborto (AVA), Monserrat relata que temia por esta gravidez, pois ao ter o segundo filho, seu parceiro a tinha abandonado. Quando foi consultar sobre seu caso em Saúde e Família da Generalitat da Catalunha, deram a ela como única alternativa o aborto. Com o auxílio financeiro dessa instituição, chegou ao centro de abortos Os Corts em 23 de outubro.
“Ao chegar à clínica Os Corts com minha irmã e uma amiga, eu estava muito nervosa porque realmente não queria abortar. Havia um impulso em mim que me dizia que o fizesse e outro que me dizia que não. Não sabia realmente o que fazer”, explica.
Montserrat indicou que “embora mencionei à psicóloga da clínica que tinha tido tratamento psiquiátrico durante cinco anos, ela me disse que a melhor opção em meu caso era o aborto, já que já tinha suficiente carga com dois filhos.”
Além disso, afirmou que “era jovem e que depois poderia ter mais”. A jovem mulher relatou também que deram a ela um tranqüilizante que rapidamente fez efeito e já não pôde recuar na decisão porque a chamaram para que ingressasse na sala de cirurgia.
“Não explicam a você que depois de um aborto provocado sofre depressões. Eles somente o fazem por negócio. A intervenção só durou cinco minutos. Cheguei chorando e saí chorando. Não me chamaram mais. Estranhei que não me disseram para pensar melhor a minha decisão, ou que voltasse outro dia. Não sabem quanto me pesa”, conta.
Monserrat indicou que durante todo o processo se sentiu pressionada por todos: "a clínica, as enfermeiras, a psicóloga, todos. Quando cheguei à minha casa perguntava: o que fiz? Desde esse dia não como, não durmo bem, estou com tranqüilizantes para dormir, estou mal", relata.
Logo depois de precisar que se Saúde e Família da Generalitat não tivesse subsidiado o aborto, não se tivesse submetido a esta prática infanticida. “Dão-nos facilidade para abortar, mas não para levar adiante os nossos filhos. Eu não me tirei um problema, coloquei um problema maior sobre minhas costas com a morte de meu filho”, conclui.
CNBB afirma que MEC fez apologia ao aborto
Advogados da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) avaliam que uma questão do último Enade, exame oficial do Ministério da Educação para universitários, fez apologia ao aborto. A entidade católica estuda ir à Justiça contra o MEC.
A pergunta, de número quatro, fazia parte dos conteúdos de história do Exame Nacional de Estudantes, aplicado no domingo passado em todo o país. O enunciado explicava que os países da União Européia estão reunindo suas melhores leis a favor das mulheres. Em seguida, perguntava que temas deveriam estar presentes na legislação, de modo a assegurar a inclusão social das cidadãs.
De acordo com o gabarito oficial do Inep (instituto ligado ao Ministério da Educação), acertou quem marcou a letra A: aborto e violência doméstica.
Os autores da prova e os responsáveis por ela cometeram, no mínimo, os crimes de incitação ao crime e apologia do crime, previstos no Código Penal. Tirando os casos permitidos por lei, o aborto é crime no Brasil, diz o advogado da CNBB Felipe Zanchet Magalhães.
O advogado disse que não haveria problema se o aborto tivesse sido mencionado como algo que está em discussão pela sociedade. Não foi o que ocorreu na prova, que apresentou ao adolescente de forma impositiva e determinista um ponto de vista considerado criminoso, afirma.
O parecer de Magalhães será apresentado aos bispos da CNBB nos próximos dias. Eles analisarão o tema para decidir se levarão uma comunicação ao Ministério Público Federal. Nessa hipótese, o Ministério Público também terá de estudar a questão para resolver se apresentará uma ação à Justiça contra os realizadores da prova.
http://www.jornalpequeno.com.br/2008/11/16/Pagina91681.htm
Paquistão: fiéis a Cristo apesar das ameaças fundamentalistas
Entrevista a Dom Lawrence Saldanha, arcebispo de Lahore
BERLIM, sexta-feira, 14 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- Ameaças, torturas e terror: os extremistas muçulmanos exercem uma forte pressão sobre a minoria cristã no Paquistão, mas, apesar disso, a maior parte dos crentes em Cristo permanece solidamente ancorada em sua fé.
Alguns deles, contudo, se vêem obrigados a passar ao Islã, denuncia nesta entrevista concedida à Zenit o arcebispo de Lahore e presidente da Conferência Episcopal do Paquistão, Dom Lawrence Saldanha.
A entrevista aconteceu em Berlim, depois de que o prelado apresentasse o novo «Informe sobre a Liberdade Religiosa no Mundo», redigido pela associação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).
– Em uma carta enviada em setembro, o senhor lançou um chamado ao neo-presidente do Paquistão para que defenda os direitos das minorias. Que resposta obteve?
– Dom Lawrence Saldanha: Ele não disse nada. Recebeu minha carta, que espero tenha surtido algum efeito, mas não se pronunciou abertamente sobre a questão. Creio que, de qualquer forma, já é um fato positivo que a tenha aceitado.
– O problema da discriminação no Paquistão é ainda tão evidente como no passado?
– Dom Lawrence Saldanha: Sim, é, porque hoje a causa são os extremistas muçulmanos, os fundamentalistas islâmicos, que querem impor suas idéias sobre o Islã.
Sustentam concepções muito rígidas e pretendem sobretudo que se introduza o direito islâmico. Por exemplo, queriam que as mulheres usassem véu e que os homens deixassem a barba crescer. Se dependesse deles, a música seria abolida, assim como o cinema e a televisão.
Mas quem paga por este extremismo não são só os cristãos, e sim também os outros muçulmanos.
– Em 2007, houve várias tentativas de aprovar leis que proibissem a mudança de religião. Qual é a situação atual?
– Dom Lawrence Saldanha: Não foram introduzidas ainda, mas sempre poderia acontecer. Deste modo, todos – inclusive os próprios muçulmanos – teriam muitas dificuldades para mudar a própria religião.
Hoje acontece cada vez mais freqüentemente que os extremistas pressionam os cristãos para passar ao Islã. Isso é para nós um problema sério. Estão fazendo de tudo para converter ao Islã os cristãos e os hindus. Há moças que foram obrigadas a casar-se com muçulmanos e a mudar de religião. Uma coisa semelhante aconteceu com enfermeiras que prestavam serviço hospitalar. É um fenômeno mais estendido e que viola a liberdade religiosa. Por esta razão, cada vez com mais freqüência estamos obrigados a chamar a atenção sobre estes fatos.
– Como os cristãos enfrentam estes enormes desafios?
– Dom Lawrence Saldanha: Muitos não prestam atenção ao que se lhes diz, outros dizem que se trata de brincadeiras, enquanto outros têm medo. E algumas vezes são obrigados a passar para o Islã. Por exemplo, conheço em Lahore o proprietário de uma loja, que ganha bastante, e que no final foi obrigado por outros comerciantes a tornar-se muçulmano para que o deixassem em paz. Se não, teria de fechar a loja.
Como você pode ver, o problema de ser uma minoria está sobretudo no fato de que somos tratados em nossa terra como forasteiros, ainda sendo paquistaneses. Somos marginalizados em nossa própria sociedade e por isso às vezes nos vemos tendo de enfrentar grandes desafios.
– Há sinais de esperança para os cristãos no Paquistão?
– Dom Lawrence Saldanha: Agora temos um novo governo e nossa esperança é que se atenha ao programa sobre a liberdade religiosa. Outro sinal cheio de esperança é que a polícia cada vez com mais freqüência protege os cristãos em perigo.
O governo não está contra os cristãos. Há apenas um grupinho de extremistas que quer impor suas idéias. As pessoas têm medo deles porque recorrem à tortura, às ameaças, chegando inclusive a matar. Matam todos aqueles que não lhes agradam. Eles recorrem inclusive aos atentados suicidas com bombas para alimentar o medo e amedrontar as pessoas.
– O que espera desta visita à Europa?
– Dom Lawrence Saldanha: Esperamos que nossos amigos no Ocidente compreendam as dificuldades que temos de enfrentar. Somos uma escassa minoria e por isso nossa situação freqüentemente não é conhecida. Mediante o Informe sobre a Liberdade Religiosa no Mundo e a coletiva de imprensa, muitos conhecerão nossa situação e poderão nos apoiar.
Por outro lado, teremos problemas quando os extremistas souberem deste evento. Eles se vingarão. Já assassinaram muitos jornalistas. Cada ano há jornalistas que sofrem ameaças, e às vezes alguns deles morrem porque escrevem sobre suas atividades. Vivem em uma constante situação de temor: este é o problema do nosso país. Inclusive as emissoras de televisão recebem ameaças de atentados bomba.
– O que poderemos aprender dos cristãos de sua terra, que vivem em uma situação tão difícil?
– Dom Lawrence Saldanha: Eles possuem uma fé forte, são muito sólidos na fé em Cristo e põem sua esperança n’Ele. Confiam em que nosso Senhor Jesus Cristo os ajudará.
Agora vivem sua fé de maneira muito ativa, nutrem uma forte devoção, estão muito comprometidos e voltaram a vir à Igreja. Todos estes fatos, dos quais falamos, uniram os cristãos.
Oram e esperam que as coisas melhorem algum dia. Esta é uma lição que podemos aprender com eles: o fato de que continuam sendo fiéis ao seu credo.
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